domingo, 8 de maio de 2011

Segundo domingo de maio.

Não sei se com vocês acontece o mesmo, mas eu me vejo num beco sem saída quando começo a falar da minha mãe. Posso falar de tudo e mais um pouco, todavia sempre esquecerei de mencionar algo, porque uma mãe é uma total complexidade.
Para começar, sem a minha mãe, eu nem estaria aqui. Além de tudo e mais um pouco, ela me apoia em tudo, toma minhas dores para si, acredita em mim!, mesmo quando nem isso eu sei fazer direito e faz mais um monte de coisas que eu passaria à noite detalhando. Não me imagino num mundo sem ela.
Ah, que coisa piegas, falar de mãe, não é? É um piegas tão bom, que me faz ter vontade de continuar.
Existem mães de todos os jeitos, isso nós sabemos, e todas elas são igualmente especiais, da sua maneira. Umas são mais contidas, outras só te deixam sair de casa com um guarda-chuva. Contudo todas elas te amam, fizeram faculdade para te amar!

Ela é aquela que te escutou dizer as primeiras palavras, que te mostrou como dar os primeiros passos sem te deixar cair (e até hoje faz isso), que te mostrou como fazer o dever de casa, que te deu broncas quando você não queria tomar banho, que arrumava o seu lanche todo dias para à escola, que te contou as primeiras histórias para dormir, que largava tudo o que estava fazendo se você precisasse dela, que esteve ao seu lado e te ensinou mais do quê qualquer escola neste mundo. E você a ama mais que tudo. E esse amor é retibuído, você sabe! Na maioria das vezes ele é transformado em preocupação, apreensão, cautela e tudo mais. Mãe não é só mãe, é uma porção de coisas. Sua melhor amiga, principalmente.
Feliz dia das mães.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um mundo somente nosso.


Todos nós sabemos o quão difícil é perder uma amizade. Em 99% dos casos acontece assim: você faz um amigo, daí agora você tem um amigo, vocês compartiham tudo o que uma amizade proporciona, depois, por algum motivo banal - ou nem tão banal assim - a amizade dita até então "forever" acaba. Vocês se distanciam, e, digo, deixa eu ajeitar a primeira frase desse texto: "perder uma amizade nem é tão difícil assim, quer dizer, só é difícil quando você não encontra ninguém capaz de substituir aquele que se foi, mas quando encontra, viram amigos "forever" novamente, e fim de papo, dor superada".
Eu e os meus amigos (usando todo o sentido literal da palavra a-mi-go) decidimos fazer diferente. Nada nunca iria nos separar. E quando eu digo nada, é nada mesmo. Eu sei que pode parecer totalmente clichê isso de "sempre juntos" e blá, mas não é que deu certo?
Na verdade, antes éramos cinco, mas aí o John se foi. E vocês podem se perguntar "e aquilo de nada os separam?". Pois é, nem a morte foi capaz de nos separar de John, ele ainda vive em cada um dos nossos corações.
Qualquer dia ficava mais alegre quando o pôr-do-sol chegava, era a hora de nos encontrarmos. Nosso lugar era uma espécie de campo, um pouco afastado da praia e mais perto das montanhas. A vista era extremamente linda, e esse fora o principal motivo para termos escolhido aquele como nosso local. Falávamos sobre tudo. De futebol até previsão do tempo. E quando ia ficando escuro, era a hora de dar adeus e esperar pelo pôr-do-sol do dia seguinte.
Criamos uma tese, a tese do "mundo somente nosso". Acreditávamos, todos os cinco, que o principal motivo do fim das amizades era a intervenção do outro mundo e das outras pessoas.
Pode parecer meio louco, mas só nos falávamos naquele lugar, e naquele horário. Já aconteceu de nos encontrármos em outros cantos, mas não nos falávamos, havíamos combinado de que seriamos estranhos uns dos outros se não estivéssemos ao redor daquele fogueira, naquele nosso mundo, contando as novidades nada peculiares, enquanto esperávamos o sol desaparecer no horizonte.
Os meus "amigos" do outro mundo, logo, logo se distanciaram de mim. Mas o meus amigos do nosso mundo, são meus amigos até hoje e até o "forever", posso garantir.


67ª edição visual
Pauta para o Bloínques.