quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quando somos invisíveis

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Soa extremamente piegas aquilo de estar rodeada de gente e se sentir só. Mas, sei lá, às vezes coisas clichês são tão eu. Essas coisas dizem tudo que eu sinto e eu me reconforto, porque, se é clichê, significa que foi dito muitas vezes e, se foi dito muitas vezes, significa que esses dramas bobos não são só meus. São dramas universais.
Estamos sempre rodeados de gente. Mas tem aqueles dias em que a gente se acha invisível, sabe? Nada do que dizemos é notado, ninguém nos liga para contar das suas vidas, ninguém responde nosso sms, e nos sentimos sem utilidade alguma. E eu acho que isso acontece com todo mundo, por isso a primeira pessoa do plural.
Aí nós ficamos dizendo coisas legais, mas as pessoas só acenam com a cabeça. Contamos piadas, mas ninguém rir. Comentamos sobre um livro, mas ninguém gosta daquele romance. Dá um vontade estúpida de nascer de novo, quem sabe, assim, com outras experiências, nós nos tornássemos pessoas mais notadas.
Temos vontade até de virar gente famosa. Elas têm tantos fãs, recebem mensagens todos os dias dizendo o quanto são amadas, quando estão doentes todos rezam, quando estão se sentindo mal consigo mesmas recebem mensagens até de quem mora no Butão. Como deve ser ter essa atenção toda? Logo percebemos que isso deve cansar rápido. Dizer que ama também quem você nunca viu na vida deve ser estranho, no mínimo. Não poder ser invisível por minutos deve incomodar.
E a gente aqui querendo mais atenção, não é? Engraçada, essa vida.
Mas aí aquele nosso primo de oito anos nos dá um pirulito. Ele nos viu? 
Nós começamos a prestar mais atenção na conversa das nossas tias e a fazer comentários sinceros. A nossa avó pergunta se o filme da TV é legal. A nossa amiga nos diz que o amigo passou no vestibular. A nossa mãe nos pergunta se quer o suco com açúcar ou adoçante. Nosso pai pergunta se nós gostamos de bala de abacaxi. Nós nos esquecemos que, a minutos atrás, estávamos irritados com todos e com a vida. 
É difícil perceber, mas a ficha cai. Só somos invisíveis quando nos importamos com as pessoas erradas. Quem nos ama nunca deixará de nos ver.

8 comentários:

  1. E ser invisível pras pessoas erradas tem com certeza um milhão de vantagens, já disse Steven Chbosky! Lindo texto, Luana!
    Beijo!

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  2. Também lembrei do Chbosky quando li seu texto, Luana. Adorei.
    E você está certíssima: só somos invisíveis para as pessoas erradas. Mas também acho que, às vezes, a culpa pode ser nossa, por forçarmos essa invisibilidade quando queremos nos isolar um pouco do mundo. Quem sabe, né?!

    Beijo :)

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  3. Prefiro mil vezes ser esquecida do que ser notada por todos. Não gosto de ser visada e nem de me incomodar, por isso fico invisível o máximo de tempo possível, como se eu pudesse controlar isso. haha

    Beijos

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  4. Acho que nos sentimos "não-notadas" quando começamos a nos preocupar com o que os outros vão pensar sobre o que nós fazemos. A partir do momento em que passamos a viver, não do jeito que queremos, mas do jeito que os outros esperam que ajamos, nós ficamos invisíveis.
    Mas já aconteceu com todo mundo. É um clichê verdadeiro.

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  5. Poxa, é bem assim mesmo. Sei lá, as vezes a gente cria uma ideia tão fixa de felicidade que qualquer coisa que destoe já é o fim do mundo, sabe?

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  6. As coisas simples são as mais surpreendentes,um sorriso e até mesmo a bala de abacaxi que você citou nos fazem sentir amada.Concordo,as vezes me sinto invisível também mas é bom se retirar as vezes para pensar na vida,amei o texto.Verdeiro.
    Quando der de uma passadinha no meu blog também,tem textos,crônicas,poesias.Falo também sobre invisibilidade e outros assunto,me deixe sua opinião.
    Beijoooooos,sucesso!!!
    http://escreve-r.blogspot.com.br/

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  7. Vim à net para encontrar novos amigos e ao mesmo tempo divulgar meu blog, encontrei o seu blog, e estive a ver algumas postagens e achei o seu blog muito bom, tenho de lhe dar os parabéns, pois é um blog que dá sempre vontade de vir aqui mais vezes.
    O meu blog é o Peregrino E Servo, se tiver tempo ou se desejar pode fazer-lhe uma visita e se gostar faça o sentir no seu coração, saiba porém que nunca deixei alguém ficar mal.
    Desejo paz e saúde para si e para o seu lar.
    Sou António Batalha.

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  8. Totalmente verdade o que escrevestes. Quantos dias eu me senti assim invisível, e meio deixada de lado. Mas era por quê estava olhando para as pessoas erradas. Quando me dei conta, eu era notada sim, por pessoas bem ali, que estão sempre pertinho de mim. E não senti mais essa sensação de ser invisível ;}

    Beijos
    http://mon-autre.blogspot.com.br/

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